Custos, Formação do Preço de Venda, Lucro, Lucratividade e Rentabilidade

15/01/2013  12:02 pm

 

Lucro – Sendo conceituado de uma forma simplificada, nada mais é do que o resultado positivo deduzido das vendas os custos e despesas.

Lucratividade – É a relação do valor do lucro com o montante de vendas, ou seja, divide-se o valor do lucro pelo volume de vendas (lucro líquido/vendas).

Rentabilidade – Refere-se ao resultado que possibilita a análise do retorno sobre o investimento realizado na empresa.

O lucro, portanto, é a base para a análise das decisões de investimentos.

A primeira pergunta que se faz é qual o lucro ideal?

É obvio que quanto maior, melhor! Entretanto, o retorno de investimento é uma recompensa equivalente a todo o investimento e não apenas aos lucros gerados nos períodos iniciais, ou de um período específico.

Um investimento pode proporcionar altas taxas de lucros em determinados períodos, e até prejuízos em outros; neste caso deve prevalecer o retorno médio obtido no período considerado.

Para os pequenos negócios é importante que os lucros gerados sejam equivalentes a 3% ao mês em média do valor dos investimentos próprios.

Com relação à lucratividade (lucros sobre as vendas) para as micros e pequenas empresas ela varia entre torno de 5% a 10% para indústria e comércio. No caso de prestadoras de serviços ficam em torno de 15% a 20%.

Para análise correta da lucratividade, as considerações são as seguintes: quanto maior, melhor para a empresa; a mesma deverá ser comparada com média do setor em que a empresa atua; e deverá atender a expectativa do empreendedor.

Normalmente os lucros gerados por uma empresa revelam três situações distintas:

– Podem estar gerando recursos insuficientes para manter a empresa;

– Podem estar gerando recursos mínimos para manter a sua sobrevivência;

– Podem estar gerando recursos para empresa sobreviver e crescer.

Uma empresa que esteja gerando recursos para sobreviver e crescer, deve observar o seguinte:

– Normalmente tem fluxo de caixa positivo (IMPORTANTÍSSIMO);

– Obtém ganho financeiro; (descontos, prazos, aplicações,etc.)

– Investe recursos na atualização do seu imobilizado e procura manter seus funcionários treinados e atualizados;

– Investe recursos constantemente em marketing;

– Gera recursos para manter o capital de giro e proporcionar o retorno desejado pelo investidor.

CONCLUINDO:

Toda empresa necessita gerar lucros para sobreviver e crescer.

Todo empreendedor, quando aplica os seus recursos financeiros em qualquer negócio, tem expectativa de obter retorno o mais rapidamente possível e com segurança. E para que isto aconteça é preciso a empresa apresentar não somente resultados positivos quantitativos, mas também resultados positivos qualitativos.

E sua gráfica? E os Custos? E os critérios na formação do preço na hora de vender?

– Está tendo lucratividade e rentabilidade?

– Está tendo uma venda com qualidade de resultado?

– Em relação aos tópicos acima, como ela está se comportando?

– Como foi o ano de 2012 para você?

– Como poderá ser 2013?

VOCÊS TEM PARADO PARA PENSAR?

Publicado em  15 de Janeiro de 2013 por José Ferrari em COMPORTAMENTO, CUSTOS, GRÁFICAS, NOTÍCIAS.

MÁQUINAS DE LER LIVROS – Kindle, Kobo, etc.

10/01/2013  3:58 pm

Dentro de alguns anos, vai valer mais um Kindle, Kobo, etc. na mão do que alguns milhares de livros em estantes.

Mesmo sendo pouco interessado em livros, leitor é sempre leitor!

Todos lemos alguma coisa, desde Bíblia até bula de remédio. Eu gosto muito de ler artigos, mensagens, blogs, mas principalmente gosto muito de ler livros. Trabalho com a indústria gráfica desde jovem e o “cheiro” de papel e de tinta num livro novo e o de mofo nos livros velhos, ainda me encanta. Acho até que num mundo em que o livro deixasse de existir, eu não gostaria de viver. É principalmente por estes motivos que tenho acompanhado de perto a evolução dos meios virtuais e digitais de produção e leitura de livros, jornais, revistas.

Há alguns dias, vi duas histórias desenhadas na revista “The New Yorker” e que são bem sintomáticas. A primeira é uma ótima anedota e se passa no período paleolítico.Dentro de uma caverna, estão quatro personagens. O principal é um homem, enchendo as paredes com pictogramas semelhantes às escritas primitivas e duas mulheres, sendo que uma delas está amamentando um bebê, sentadas diante de uma fogueira. E a mãe diz com uma cara apreensiva: “Sempre que ele termina um romance, nós temos que mudar de caverna”. Pelos desenhos, o romance deve estar no último capítulo, pois as paredes estão todas pictografadas.

A segunda charge, mostra a entrada de um prédio com uma livraria do lado esquerdo, e o dono está abrindo a porta. Do outro
lado uma jovem está recebendo do carteiro um pacote com um rótulo escrito – LIVROS! O rosto da mulher demonstra um forte
constrangimento enquanto o dono da loja, com a chave na fechadura, olha para ela.

Bem representativo do nosso tempo, não é? Significa que a mulher, que tem uma livraria real ao lado da sua casa, prefere
comprar seus livros numa livraria virtual. A charge não explica nada, somente mostra o choque violento, e muito atual, entre o real e o virtual no mundo dos livros, envolvendo leitores, livreiros, editores, e principalmente o futuro.

Uma outra experiência, eu mesmo vivenciei. Foi no último sábado na Livraria Saraiva. Eu procurava um livro caminhando por entre as estantes quando num sofá, que a loja oferece para os leitores,
vi uma jovem de vinte e poucos anos, totalmente absorvida, “lendo um livro” com um Kindle nas mãos. Fiquei por perto
observando e a moça ficou ali todo o tempo envolvida com sua leitura. Me perguntei: “Ela está lendo um Kindle ou um livro?”


Sentei numa das poltronas pensando na revolução da imprensa que aconteceu a mais de 500 anos. Lembrei de Gutemberg, dos
tipos móveis e da semelhança entre o que aconteceu lá atrás com o que está acontecendo hoje. O Kindle, Kobo e seus similares, são
a “nova revolução” da imprensa. Estas “máquinas de ler”, com todas suas tecnologias embutidas, se “fingem” muito bem de
livros.

De repente, a jovem olhou seu relógio, guardou sua “máquina de leitura” na bolsa e foi embora. Dando mais um passeio pela loja, encontrei mais quatro pessoas lendo tranquilamente nas suas “máquinas de leitura”.Voltei pensando na tremenda economia de papel, tinta e material de impressão, além de energia e transporte. Quantos milhões ou bilhões de árvores são abatidas todo ano para abastecer a indústria livreira?

Os editores podem se agitar, os leitores podem discutir, mas não há como disfarçar nossa estranheza diante desta novidade, que não é tão novidade assim, e a insegurança quanto ao futuro do produto “livro”. Tudo isto é irreversível, e assim como aconteceu nos primórdios da informática, o livro virtual veio para ficar. Disto não podemos duvidar mais.

Assim como a mãe na história dos pictogramas se preocupava em mudar de caverna. Assim como a vizinha da livraria ficou
constrangida quando olhou para o dono da livraria, eu confesso que fico preocupado e paro aqui para pensar um pouco mais sobre
os impactos que estas mudanças vão trazer para a nossa profissão, para o nosso trabalho.

Dentro de alguns anos, vai valer mais um Kindle, Kobo, etc. na mão do que alguns milhares de livros em estantes.

Nestes últimos 10 anos, as coisas estão mudando mas o SER HUMANO continuará o mesmo. Os afetos permanecerão. Medos, alegrias, angústias e insegurança, vão ter presença garantida.  Prepare-se melhor. Faça a “lição de casa” na sua empresa.Temos que repensar constantemente tudo!

*Este artigo é uma reedição de um outro que escrevi em setembro de 2009.

Publicado em  10 de Janeiro de 2013 por José Ferrari em COMPORTAMENTO, CUSTOS, GRÁFICAS, LIVROS, NOTÍCIAS, VENDAS.