O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM OS NOSSOS FUNCIONÁRIOS?

EQUIPE

Sabe aqueles pensamentos que passam pela nossa cabeça durante uma viagem de carro?
Ao som de uma música, você vai olhando a paisagem, prestando atenção no movimento da estrada e eles começam a chegar. Sim! Os pensamentos sempre chegam e são muito diversos; família, filhos, vida profissional, compromissos, etc. Eles vão “desfilando” na sua mente a cada quilômetro percorrido. Foi o que aconteceu comigo na semana passada.
Durante a volta de uma pequena viagem, comecei pensar sobre o grande desafio que empresas tem hoje em relação ao ato de gerenciar e de “lidar” com pessoas e equipes. Me lembrei de equipes de trabalho e de alguns personagens que as empresas evitam contratar e com as quais tenho tido a oportunidade de conviver como consultor. Incluo aqui não só FUNCIONÁRIOS mas também EMPRESÁRIOS, FORNECEDORES, etc.
Independente do porte da gráfica, todos eles, terão que desenvolver um elevado senso de urgência no sentido de adotar novos procedimentos, testar controles, revisar metas, mudar conceitos. As palavras de ordem hoje são: Criatividade, Coragem e Generosidade e para transformá-las em ações precisamos de gente com elevado senso de urgência. Separei CINCO “tipos” que me parecem interessantes para nossa reflexão.

PESSOAS “VITIMAS”

São aquelas que geralmente entram em crise sem qualquer razão aparente. Costumam inventar histórias sobre outras pessoas ou colegas de trabalho, para que de alguma forma se sintam “importantes”. Fazem amizade com muita facilidade e, do mesmo jeito, sem nenhum motivo aparente, “ficam de mal”, “viram a cara”, começam “choramingar” e se sentem “vitimizadas” pois não sabem a diferença entre o que é reconhecimento e o que é “confete”.
Perdem quase sempre o foco do trabalho e fazem “fofoquinhas” o tempo todo. Confundem empresa com consultório terapêutico e querem ser “amadas” a todo custo. Dificilmente se responsabilizam pelo que lhes acontece e quase sempre colocam a culpa no outro, no cliente, no filho, na temperatura. O mundo parece estar sempre “conspirando” contra elas.

PESSOAS QUE FOGEM DO “OSSO”

Você passa dez tarefas para a pessoa fazer. Ela vai enrolando, enrolando… Vai fazendo as tarefas mais fáceis e “jogando” as mais complexas para frente, ou seja; o “osso” é sempre deixado para outros ou para mais tarde.
Você é um recém formado? Quer ser bom profissional? Gosta de trabalhar em equipe? Então aprenda a “amar o osso”. Você é empresário? Quer ter uma equipe campeã? Contrate pessoas que “amem o osso”. Todas as pessoas bem sucedidas que eu conheço, ainda roem “osso” todo dia. O “osso” sempre fará parte da vida e de qualquer rotina de trabalho em qualquer empresa. Não dá para lidar com funcionários que não tem compromisso com as tarefas que são “carne de pescoço” como diria meu pai.

PESSOAS “TARTARUGA DO BEM”

São treinadas, participam de cursos, conhecem os procedimentos, são capacitadas, mas enquanto a equipe caminha vinte passos para frente, elas caminham somente dois. A equipe elabora uma proposta em duas horas, elas levam dois dias. São pessoas que não entram nem no ritmo da empresa e nem no da equipe.
Um bom exemplo de falta de senso de urgência: A empresa vai fazer uma confraternização e pede para um funcionário levantar informações em três fornecedores possíveis.
No Google a pessoa copia o endereço eletrônico dos três melhores que apareceram e passa um e-mail para cada um solicitando informações sobre preço, condições, etc.
Passados três dias o diretor pergunta sobre o resultado da pesquisa e o funcionário “tartaruga do bem” responde: “Já mandei os e-mails mas eles ainda não responderam nada”. O QUE É ISSO MINHA GENTE? Duas horas depois que enviou os e-mails para os fornecedores, esta pessoa já deveria ligar para eles, cobrando a proposta de fornecimento e, ao receber, já fazer uma planilha comparando as vantagens e as desvantagens de cada fornecedor e apresentar no dia seguinte o resultado para o seu chefe ou responsável. Faltou senso de urgência, criatividade, coragem e generosidade.
Alô empresários e pessoas “Tartarugas do bem”! Acordem! Coloquem senso de urgência nas suas vidas!

FALTA DE PROFISSIONALISMO

Essas são as piores. São pessoas totalmente sem noção e muitas vezes não sabem nem porquê estão ali trabalhando. Querem conquistar as pessoas e os clientes somente pelo coração. Ficam fingindo, se escondem atrás dos erros dos outros, dão tapinhas nas costas e costumam ser “puxa-sacos” contumazes. Dificilmente tentam se superar aprendendo, estudando, pedindo ajuda aos colegas. Se acham insubstituíveis. Não entregam o que prometem e costumam tratar o cliente como confidente. Não lhes falta conhecimento técnico. Na verdade, são pessoas com o caráter comprometido. Eu acredito que este seja mais importante do que o conhecimento e a habilidade, pois estes podem ser treinadas, mas e o caráter? E a manipulação? E a falta do senso de equipe? São bem mais complicados.

PESSOA “QUERO SER AMADA!”

Estas pessoas são um grande desafio principalmente nos dias de hoje. São aquelas que não “entram em conflitos” e não entendem que conflitos fazem parte do nosso crescimento pessoal. Elas “querem viver sendo amadas”, são constantemente carentes na vida profissional e pessoal.
Esquecem que foram contratadas para fazer um determinado tipo de trabalho. Nunca entram num processo de discordância com um colega pois “poderiam deixar de ser amadas” por estes. Confundem conflito com briga, ficam magoadas e perdem o foco por dias se algum colega ou um chefe reprovar uma simples pergunta que ela faça. Não sabem conviver com as adversidades.
Acham-se cheias de direitos. “Direito à felicidade”, “direito à justiça”, “direito à não serem magoadas”, direito a isto, direito à aquilo. E os DEVERES? Parece que todas estas pessoas (incluindo os tipos anteriores) esquecem dos seus deveres. A palavra DEVER ou RESPONSABILIDADE passa longe da rotina de trabalho delas.
Lembrem-se: “Empresas não são consultórios terapêuticos”.

Pois é! Este foi o resumo dos meus pensamentos durante aquela viagem.
As causas para estes comportamentos podem ser muitas e quem sabe poderemos falar delas num outro texto.
Neste momento, o desafio é grande, e o que podemos fazer é “arregaçar as mangas”, pôr a “mão na massa!”
Pense! Pense! Pense e teste. Mantenha a mente aberta para testar com consistência e gerar um genuíno comprometimento da equipe.Os TRABALHADORES, os PROFISSIONAIS e os CLIENTES vão agradecer muito.

Até breve.

J.FERRARI

Comentários: ferrari@jferrari.com.br